(set:$abertura to 0) Desligando-se de maneira repentina de seu momento de distração após uma jornada de trabalho longa por conta do barulho de passos se aproximando do lado de fora de seu pequeno apartamento, ficou claro: A comida estava chegando. Era possível ouvir os passos aumentando a cada segundo. Seu coração acelerou. Quem seria o entregador? Seria ele o mesmo de sempre? O que ele achava de entregar comida sempre no mesmo lugar? Ele não estranhava deixar a comida na porta todos os dias e nunca interagir com quem pediu? Esses pensamentos críticos logo sumiram com o tocar da campainha. Um senso de curiosidade surgiu e logo foi arrebatado pelo medo da interação. (t8n-depart: "dissolve")[[Ir até a porta ouvir o outro lado]] (t8n-depart: "dissolve")[[Aguardar sentado até o entregador se afastar]] (set:$abertura to it + 1) Levantando-se rapidamente, ele caminhou até a porta. Colocou o ouvido na madeira fria e ficou ouvindo do outro lado enquanto o barulho de uma sacola de papel sendo tirada de um compartimento resfriado ocorria. Um barulho familiar o suficiente para que ele não se importasse na maioria das vezes mas, dessa vez, a curiosidade foi mais forte. Algumas palavras subiram por sua garganta mas travaram em sua língua. Três meses sem falar com alguém. Ninguém. Mas era melhor assim. O medo de interagir era muito maior do que qualquer coisa que poderia ganhar com uma conversa casual ou saber como estava o clima. Ele podia saber o clima por um site de meteorologia. Ele sabia das crises do governo, ele sabia das últimas celebridades que se separaram. Ele sabia de tudo o que ocorria, sem dúvida. Mas qual o benefício de saber sobre algo que não existe para você? Que perdedor, ele logo pensou. Mas aquele momento podia ser uma libertação. Ele podia interagir. A porta era segura, esse entregador nunca o havia visto. Talvez nem soubesse que ele tinha uma voz. Como seria a voz do entregador? (t8n-depart: "dissolve")[[Tentar falar, apesar da dificuldade]] (t8n-depart: "dissolve")[[O silêncio é mais seguro]]O barulho da entrega sendo realizada e deixada na sua porta foi reconfortante. Aguardando os passos sumirem, ele respirou fundo. Se levantando rapidamente e praticamente saltando até a porta, ele fechou os olhos por um segundo. Um frio na barriga enorme e uma dúvida. E se houvesse outra pessoa passando ali naquele momento? Não, ele ouviria. Treinou seu ouvido para todos os passos de todos que moravam naquele local. Não tinha um nome para eles, porém. Eram apenas isso, identidades em ritmos e sapatos diferentes que ele colecionava enquanto imaginava a vida que levavam. Não. Não havia mais ninguém. Era seguro abrir a porta. [[Abrir a porta]](set:$abertura to it + 2) Um sussurro surgiu. Fraco, baixo, inseguro. - Muito obrigado. A voz do outro lado pareceu extremamente surpresa com o barulho. Com uma risada alegre e gentil, ele logo respondeu. - Imagina! Espero que esteja gostoso! Boa noite! As palavras gentis o fizeram se questionar por um segundo. Será que está tudo bem abrir a porta? Essa pessoa parece tão gentil... Não. Outro pensamento cortou essa ideia imediatamente. Noite. Era noite realmente, ele havia totalmente perdido a noção da hora. A vergonha de olhar o relógio no canto de seu monitor impedia que o fizesse. Seu despertador para acordar e para dormir eram os únicos marcadores de tempo que tinha em sua rotina isolacionista. Sem conseguir responder, ele aguardou até que os passos sumissem novamente. Era hora de finalmente pegar sua comida. [[Abrir a porta]] Engolindo aquelas palavras, ele aguardou. Os passos logo se foram e só o pedido remanescia. A fome era grande já que havia perdido a noção da hora. É um dos problemas de não se ter uma janela, ele logo pensou. mas a ideia de que o mundo de fora podia vê-lo ou interagir com ele fazia com que a janela fosse mais um risco do que algo bom. Finalmente, estava na hora. [[Abrir a porta]] Com muito cuidado, ele abriu uma fresta da porta. Existia mesmo um mundo lá fora. O corredor do andar de seu apartamento não havia mudado. Claro que não. Ninguém muda essas coisas, ele logo pensou. Não tem propósito. Pegando a sacola de papel sem sair pela porta, ele logo entrou e empurrou a porta atrás de si. [[Empurrar a porta com força. É importante garantir que está fechada!]] [[Empurrar sem força. Estou com fome, essa porta sempre tranca!]] Fechando a porta e empurrando-a para garantir que estava fechada, ele finalmente pôde comer. Comeu rapidamente, sem nem pensar nos sabores. Será que a comida quente era melhor? Comer no restaurante com certeza seria uma experiência melhor, mas como ir até lá sem... Encontrar ninguém? Ele riu por um segundo quando pensou nisso. Como a comida seria feita sem ninguém? Para essa comida existir, ele precisava que outras pessoas existissem. Mas existissem fora de seu alcance, na dimensão invisível além de sua porta. (t8n-depart: "blur")[[Hora de ir dormir]]Fechando a porta como de costume, ele finalmente pôde comer. A fome era realmente grande. Como ele podia simplesmente esquecer de comer? Comeu rapidamente, sem nem pensar nos sabores. Será que a comida quente era melhor? Comer no restaurante com certeza seria uma experiência melhor, mas como ir até lá sem... Encontrar ninguém? Ele riu por um segundo quando pensou nisso. Como a comida seria feita sem ninguém? Para essa comida existir, ele precisava que outras pessoas existissem. Mas existissem fora de seu alcance, na dimensão invisível além de sua porta. (t8n-depart: "blur")[[Hora de ir dormir]] (t8n-arrive: "blur")[ Depois de se arrumar para dormir, ele notou que seu corpo pedia pela cama. Deitou-se e não demorou para pegar no sono. Talvez fosse o tédio. Não. Eram as árvores. Em seu sonho, ele via árvores. Pássaros. Uma floresta inteira, só para ele. Só para ele. Mais ninguém. E assim ele apagou.] [[O despertador toca!]]O barulho do despertador o acordou em um pulo. Existia uma luz dentro do quarto. Uma luz incomum. Enquanto esfregava os olhos, ele olhou para o local de onde a luz vinha. A porta. Aberta. Uma pequena fresta, na realidade. Aberta, ainda assim. Seu coração saltou da boca. Num pulo onde quase caiu da cama e derrubou o resto de bebida que havia em sua cabeceira no chão, ele correu para a porta. Chegando lá, um sentimento estranho que não conhecia o percorreu. Não havia barulho. Não ouvia os passos de sempre no corredor. Na realidade, não ouvia nada. Silêncio. O silêncio total foi reconfortante, mas, ao mesmo tempo, o assustou. Não havia ninguém do outro lado, sem dúvida. Era uma chance única. Uma chance ótima, pensou. [[Abrir a porta rapidamente]] [[Apenas olhar pela fresta]]A excitação tomou seu corpo enquanto ele abriu a porta com toda a velocidade. Do outro lado, não havia o corredor. Não haviam as portas familiares de sempre. Ele olhou para trás para ver seu quarto e lá estava ele, como sempre. Voltou-se para olhar para o lado de fora. O lado de dentro. Havia uma sala de estar do outro lado. Uma sala de estar completa, até maior que seu apartamento! Um sofá usado, mas ninguém lá. Marcas de uso, sem dúvida, mas nenhum sinal de alguém. Não haviam fotos nas paredes, não haviam sinais de outras pessoas. A curiosidade era maior e, como dava para ver, não tinham outras pessoas? Mas e se alguém entrasse? Não. Ele deveria estar sonhando ainda. Se está sonhando, não tem risco de verdade, não é mesmo? [[Entrar na sala]]Olhando apenas pela fresta, ele notou algo surpreendente. Engoliu em seco. Do outro lado, não havia o corredor. Não haviam as portas familiares de sempre. Ele olhou para trás para ver seu quarto e lá estava ele, como sempre. Voltou-se para olhar para o lado de fora. O lado de dentro. Era possível ver pela fresta o que parecia um sofá. Uma sala ampla do outro lado. Uma sala de estar. Seu apartamento nunca teve uma. Não havia, porém, sinal algum de outra pessoa. Não havia sinal de nada além de uma sala. Não tinha ninguém. Era seguro. Talvez fosse a primeira vez que ia andar mais que os 8 passos de distância entre sua cadeira e a porta. [[Entrar na sala]]A sala também não possui janelas. Um alívio, logo pensou. Não, não exatamente. Mesmo sendo um lugar seguro, era um lugar novo. E se alguém chegasse? E se alguém abrisse a porta do outro lado da sala? Foi quando se deu conta de que havia outra saída naquela sala. (link:"Ligar a Televisão")[Ao ligar a televisão, a única imagem que aparece em todos os canais é de outra sala, vazia. Não tem som algum saindo da TV.] (link:"Investigar a Sala.")[Olhando ao redor, você não encontra nenhum sinal de alguma pessoa. Existe um calendário na mesa e ele está marcando o dia de hoje. Nada parece fora do normal, pelo menos à primeira vista] (more:)[Não parece existir muito mais a se fazer. É possível [[voltar para o quarto]] ou [[Explorar a outra porta]].]doorbell: ./audio/doorbell.mp3Ao se virar, o alívio toma seu corpo. Seu quarto ainda estava lá. Nada aconteceu ali. Era possível voltar quando quisesse. Olhando tudo ao redor, nada parece chamar a atenção. [[Ligar o computador]] [[Explorar a outra porta]]Ao tentar ligar o computador, alguma coisa parece estar errada. Ele não parece estar ligando. Checando os cabos, tudo parece normal. Talvez alguma peça tenha queimado durante a noite. É, deve ser isso. (after:2s)[Tem que ser isso.] Não parece ter muitas outras coisas a não ser [[Explorar a outra porta]](enchant:?page,(text-colour:lime))A notícia já havia se espalhado. Era estranho de observar mas sua curiosidade sempre falou mais alto. Fenômenos anormais eram, bem, como o nome já diz, incomuns. Mas aquilo... Aquilo era a primeira vez que via algo assim em plena luz do dia. (link:"Lembrar o motivo da viagem")[Não sabia o que faria ao visitar esse local. Era uma viagem longa, quase para o outro lado do mundo, mas valia a pena. ] (more:)[(link:"O que se sabe sobre esse incidente?")[Desafiando a gravidade e até mesmo a própria realidade, aquela estrutura de concreto, ferro e massa corrida se erguia, colada à uma estrutura irmã, essa, porém, feita por humanos. Essa outra, até onde se sabe, não. Ela surgiu num dia qualquer. Uma casa flutuante, ou no mínimo uma parte de uma casa. Expandindo-se de um complexo de apartamentos em alguma direção, a casa parecia se expandir mas, até então, era apenas um avanço horizontal.] ] (more:)[Finalmente estava chegando no local. A polícia havia isolado a região mas, com um pouco de ajuda de alguns contatos e uma polícia levemente corrupta, ela conseguiu adentrar o perímetro. Andando pelas ruas desertas ao redor do complexo de apartamentos era uma sensação estranha. Uma eletricidade no ar por conta do suspense mas finalmente, estava lá. (after:5s)[O apartamento flutuante. [[Aproximar-se]] ] ] (enchant:?page,(text-colour:lime))Era realmente real. Um corredor de concreto e metal flutuando saindo de um dos apartamentos em uma direção. Era uma sensação estranha. Surreal. (after:3s)[E então, o barulho começou. Um som alto de metal se retorcendo, de algo pesado se transformando. Eram como ossos quebrando e músculos rasgando se eles fossem feitos de pedras. E então, a casa escorreu para baixo. Escorreu como se fosse líquida mas ao mesmo tempo se duplicasse a si mesma. Um novo cômodo, uma nova estrutura de concreto. Dessa vez, para baixo. Não demorou para a polícia se aproximar. Teria que se esconder em algum lugar. Talvez, aproveitar a movimentação para fugir dali mas, sem dúvida, retornar depois. Tinha alguma coisa naquilo, algo quase espiritual. Aquela casa se espalhava em busca de algo? É algo que ela teria que descobrir no futuro. [[Se esconder da polícia]] ]Quantas horas já se passaram? É difícil de saber. Explorar a outra sala foi uma aventura, realmente. O problema era estar sem acesso ao computador. Como poderia saber o que está acontecendo lá fora? Como poderia pedir comida? Espera. Pedir comida. Sim, é isso! Voltou a procurar seu celular, revirando seus pertences no quarto até encontrá-lo. Seu coração travou quando percebeu que estava com 1% de bateria e nenhum sinal. Não havia eletricidade funcionando em seu quarto. Ele não havia carregado durante a noite! Mas isso o dava algumas informações. (link:"Isso tudo aconteceu no começo da noite.")[Afinal, não carregou muito. Se fosse no final, estaria mais carregado!] (more:)[ (link:"A televisão estava funcionando!")[Então é possível que tenha eletricidade no cômodo ao lado! [[Verificar a eletricidade no cômodo ao lado]] ] (link:"O silêncio ao redor é estranho.")[Será que aconteceu algo? Não ouço as pessoas saindo de casa. É uma quarta-feira, não é? Ou será que já não é quarta-feira...?] ](set: $ordemSalas to (shuffled: "Sala-Restaurante", "Sala-Escritório", "Sala-Loja", "Sala-Jardim")) No cômodo ao lado, olhando pelo fio de energia da televisão, ele parece estar seguindo para baixo do tapete...? (link:"Puxar o tapete")[Existe algo que parece uma tampa para uma escada de emergência. O fio está lá, descendo pelo canto dessa tampa que está semi-aberta. (link:"Abrir a tampa")[Forçando um pouco, a porta se abre. Existe uma escada levando diretamente a outro cômodo. Olhando, parece algo como uma oficina. [[Descer pela escada]] ] ](set:$current to 1) (unless:(visited: where its tags contains "Sala-Aleatoria"))[ (set:$visitedAll to 0) O cômodo não possui portas, novamente. Uma espécie de oficina, cheia de equipamentos elétricos. (link:"Seguir o fio da Televisão")[O fio segue pelo teto e some atrás de algum tipo de maquinário pesado. Não parece ser fácil de mover e não parece ter nenhuma outra tomada no local, muito embora, surpreendentemente, a luz esteja funcionando.] Existem uma porta nessa oficina. Ela parece ser de metal, um pouco diferente das portas de madeiras encontradas até então. (link-reveal-goto:"Entrar na sala seguinte", ($current) of $ordemSalas)[(set:$current to it + 1)] ] (if:(visited: where its tags contains "Sala-Aleatoria"))[ A porta levou diretamente a sala inicial. Droga. E agora? (set:$visitedAll to 1) (if:(visited:"Sala-Restaurante"))[(link-goto:"Voltar à Sala que parece um restaurante","Sala-Restaurante")] (if:(visited:"Sala-Escritório"))[(link-goto:"Voltar à Sala que parece um escritório","Sala-Escritório")] (if:(visited:"Sala-Jardim"))[(link-goto:"Voltar à Sala que parece um pequeno jardim","Sala-Jardim")] (if:(visited:"Sala-Loja"))[(link-goto:"Voltar à Sala que parece uma loja de conveniência","Sala-Loja")] ] Essa estranha sala tem mesas e cadeiras de restaurante espalhadas pelo chão como se alguma parte dela tivesse sido um restaurante. Existe um grande armário do outro lado dela com um espaço pequeno abaixo dele. Em um dos cantos, existe uma porta avermelhada que parece estar trancada. Não dá para abrir de forma alguma. Droga. (link:"Investigar o armário")[ (link:"Tentar abrir o armário")[O armário não abre! Parece estar emperrado. Talvez tenha alguma coisa por aqui que possa ajudar a abrí-lo.] (link:"Olhar embaixo do armário")[Parece ter algo pequeno debaixo do armário... (link:"Tentar pegar o objeto debaixo do armário")[Não dá para alcançar. Seja lá o que for, está num local bem difícil de puxar. ''Talvez, se eu tivesse alguma coisa para extender um pouco meu alcance...'' (if:$garfo is 1)[ (link:"Utilizar o garfo de jardinagem para puxar o objeto")[Utilizando o garfo para puxar o objeto como uma extensão de sua mão parece funcionar. Pegando o objeto, dá para ver que é uma chave. (set:$chave to 1) (link:"Tentar destrancar a porta com a chave")[A porta se abre e revela uma outra sala, essa, com uma porta de vidro esfumaçado do outro lado. [[Entrar na sala da porta de vidro]] ] ] ] ] ] ] (if:$chave is 1)[ (link:"Tentar destrancar a porta")[A porta se abre e revela uma outra sala, essa, com uma porta de vidro esfumaçado do outro lado. [[Entrar na sala da porta de vidro]] ] ] (unless:$visitedAll is 1)[ (if:$current > 4)[ (link-goto:"Entrar na sala seguinte","Descer pela escada") ] (else:) [ (link-reveal-goto:"Entrar na sala seguinte", ($current) of $ordemSalas)[(set:$current to it + 1)] ] ] (if:$visitedAll is 1)[ (link-goto:"Voltar à sala inicial","Descer pela escada") ]Essa sala parece um escritório pequeno, com várias mesas de trabalho e computadores sem energia. Existe um calendário indicando o dia de hoje mas nenhuma outra informação relevante. (unless:$lapis is 1)[ (link:"Investigar as mesas")[Procurando nas mesas, existe um lápis. Talvez seja importante fazer anotações uma vez que a eletricidade parece não estar funcionando como deveria. (link:"Pegar o Lápis")[O lápis está apontado e funciona normalmente. (set:$lapis to 1) ] ] ] (link:"Investigar os computadores")[Eles não funcionam. Novidade. Parece que tudo aqui está quebrado, seja lá onde "aqui" for. ] (unless:$visitedAll is 1)[ (if:$current > 4)[ (link-goto:"Entrar na sala seguinte","Descer pela escada") ] (else:) [ (link-reveal-goto:"Entrar na sala seguinte", ($current) of $ordemSalas)[(set:$current to it + 1)] ] ] (if:$visitedAll is 1)[ (link-goto:"Voltar à sala inicial","Descer pela escada") ] Uma sala estranha que possui algumas estantes com comida e água. Parece importante de se lembrar que tem alguma forma de subsistência temporária aqui. Como se desse para ficar muito mais tempo aqui. (unless:$visitedAll is 1)[ (if:$current > 4)[ (link-goto:"Entrar na sala seguinte","Descer pela escada") ] (else:) [ (link-reveal-goto:"Entrar na sala seguinte", ($current) of $ordemSalas)[(set:$current to it + 1)] ] ] (if:$visitedAll is 1)[ (link-goto:"Voltar à sala inicial","Descer pela escada") ]Uma sala se abriu em frente. No chão, plantas e flores. O padrão da sala começou a parecer repetitivo, com paredes semelhantes e sem muitos itens dentro do local. (link:"Cavar o solo para encontrar uma saída")[É possível cavar um pouco do solo mas, tentando um pouco mais, uma parede de concreto se forma. Não é possível passar além dela. De novo, não tem como. Será que é algum tipo de prisão?] (unless:$garfo is 1)[ (link:"Investigar o local")[ Existe uma pequena ferramenta de jardim que se assemelha à um garfo curvado. O nome deveria ser comum. No computador, já tinha pesquisado sobre, mas, de alguma forma, a memória não vinha. (link:"Pegar o garfo curvado")[ (set: $garfo to 1) Guardando o garfo em um de seus bolsos como pôde, ele seguiu adiante com a procura] ] ] (unless:$visitedAll is 1)[ (if:$current > 4)[ (link-goto:"Entrar na sala seguinte","Descer pela escada") ] (else:) [ (link-reveal-goto:"Entrar na sala seguinte", ($current) of $ordemSalas)[(set:$current to it + 1)] ] ] (if:$visitedAll is 1)[ (link-goto:"Voltar à sala inicial","Descer pela escada") ] (enchant:?page,(text-colour:lime))Escapando da polícia, finalmente ela pôde continuar olhando ao redor. Nesse meio tempo, algumas coisas estranhas aconteceram. Outras salas surgiram, engolindo estruturas próximas e as transformando. Era um processo assustador. Pertubador, até. Mas era fascinante. Aproveitando a surpresa de todos com o avanço da estrutura, ela se colocou em direção à um outro possível cômodo. Não demorou. (after:4s)[Uma nova estrutura surgiu, dessa vez, afetando uma pequena clínica médica. Sua frente de vidro esfumaçado, porém, se manteve. Uma chance! Uma chance de ver o que estava acontecendo lá dentro! Ela correu até a frente dessa porta de vidro e encontrou algo que a deixou perplexa. Um vulto do outro lado. Tinha alguém ali. Se movendo. Não havia som. Não havia nada. Mas ela teve uma ideia imediatamente. (link:"Escrever num papel uma mensagem e colocar debaixo da porta de vidro")[ Seu livro de anotações calhou muito bem para isso. utilizando-o, ela conseguiu escrever uma mensagem. Perguntou se o vulto do outro lado era humano e, se fosse, o que estava fazendo ali. [[Passar o bilhete pelo vão da porta]] ] ]Tentando gritar e interagir de alguma forma com a figura de fora que parou em frente à porta, ele quase não notou o bilhete no chão que agora passava para seu lado. (link:"Abrir o bilhete")[Parecia uma mensagem simples. Como parou ali? Como assim? Onde era ali? Talvez... Talvez pudesse descobrir mais sobre isso tudo! Se era humano? Claro que era, o que mais poderia ser? O medo de imaginar o motivo dessa pergunta inicialmente passou direto por sua mente mas aos poucos foi se alojando como uma infiltração de mofo. (if:$lapis is 1)[ Que bom que estava com o lápis! Escrevendo uma resposta rapidamente, ele logo respondeu as perguntas. Não tinha muito espaço no papel para escrever mais que uma pergunta antes de devolvê-lo, porém. (cycling-link: 2bind $question, "Onde estou?", "O que está acontecendo?", "Você consegue abrir a porta para mim?") [[Devolver o papel]] ] ] (unless:$lapis is 1)[ Não... Não. Não ter como responder? Falta alguma coisa, uma forma de escrever, qualquer coisa. O papel é pequeno, não tem espaço para muito improviso... Não era possível. A primeira oportunidade de contato e não havia como. (seq-link: "Olhar nos bolsos,", "Olhar ao redor,", "Tentar bater na porta", "")[ (link:"Desistir")[A figura se foi. Estava sozinho novamente. Hora de continuar buscando outro caminho. Talvez em outra porta. Em outra sala. Em algum outro lugar. (align:"=><=")+(box:"X")+(text-style:"bold","expand","tall","fade-in-out")[ Final Ruim: Sem Contato ] (align:"=><=")+(box:"X")[(link:"Recomeçar?")[(restart:)] ] ] ] ] (enchant:?page,(text-colour:lime)) (if:$question is "Onde estou?")[ Era difícil de explicar. Como explicar para alguém que está preso em algum tipo de anomalia do espaço-tempo? Se é que daria para chamar isso de anomalia do espaço-tempo. Poderia ser algo vivo. Poderia ser qualquer coisa. Achou importante perguntar também sobre quem essa pessoa era. ] (if:$question is "O que está acontecendo?")[ Como explicar que existia algum tipo de construção sobrenatural que estava se expandindo com o passar do tempo? Explicando com cuidado, ela colocou o detalhe de tudo o que foi consumido pela estrutura, a linha do tempo e tudo o que conseguiu lembrar em outra folha de papel. Talvez isso pudesse ajudar, ela pensou. Achou importante perguntar também sobre quem essa pessoa era. ] (if:$question is "Você consegue abrir a porta para mim?")[ A outra figura falou que era humana. Sabia escrever. De alguma forma, passava algum tipo de confiabilidade em meio ao caos. Abrir a porta, porém? O que poderia estar do outro lado? Ela poderia ser a causadora do fim do mundo. Ela poderia liberar a caixa de Pandora sobre todo seu mundo. Não. Não poderia abrir a porta. Mas poderia perguntar mais sobre. Talvez, assim, tivesse mais confiança. ] [[Devolver as respostas no papel]] (if:$question is "Onde estou?")[ Não. Não era possível. De todas as pessoas, por qual motivo ele foi escolhido para isso? Escolhido? Não. Era uma vítima. Agora precisava pensar em como sair dali. Bateu com toda a sua força contra a porta de vidro para tentar abrí-la mas não teve sucesso. Decidiu escrever sobre o caminho que tomou até então e tudo o que viu. Escreveu tudo o que pôde e devolveu o papel na esperança de que isso pudesse ajudá-lo a resolver esse pesadelo. Um pensamento passou em sua cabeça, rápido: (cycling-link: 2bind $choice, "Eu quero encontrar outras pessoas.", "Eu quero sair daqui.", "Eu só quero voltar à minha vida de antes.") (link:"Escrever sobre si mesmo.")[(set:$abertura to it + 1)] ] (if:$question is "O que está acontecendo?")[ Espera. Esse lugar está se expandindo? Ele... Ele havia aberto algumas portas, sim, sem dúvida... A pessoa foi clara em sua descrição. A frente de uma casa com jardim, uma lanchonete, um pequeno escritório, um restaurante, uma loja de conveniência... Não podia ser coincidência. O que aconteceu com esses lugares fora dali? Abrir uma porta então significava destruir algo lá fora? Mas e como ele encontraria a saída? Tem que ter uma saída, certo? Devolveu o papel com esses pontos em claro e torceu pela ajuda. Um pensamento passou em sua cabeça, rápido: (cycling-link: 2bind $choice, "Eu quero encontrar outras pessoas.", "Eu quero sair daqui.", "Eu só quero voltar à minha vida de antes.") (link:"Escrever sobre si mesmo.")[(set:$abertura to it + 1)] ] (if:$question is "Você consegue abrir a porta para mim?")[ Que pergunta boba. Quem abriria a porta numa situação dessas? Bem, agora poderia explicar mais sobre o que houve consigo. Existia, ali, um pequeno espaço para tentar resolver esse problema. Um pouco de esperança, talvez. Mas para isso, precisaria da confiança do outro lado. Escreveu sobre seus sentimentos nesse inferno em que se encontrava e pediu para que a outra pessoa ajudasse de alguma forma. Pediu socorro. (link:"Se manter fechado. Não se sabe quem está do outro lado.")[(set:$abertura to it - 1] ] (link-reveal-goto:"Enviar as respostas", "Enviar as respostas")[ (unless:$choice is "Eu só quero voltar à minha vida de antes")[ (set:$abertura to it + 1) ] ](enchant:?page,(text-colour:lime)) (if:$question is "Onde estou?")[ Então havia uma resposta para isso. Até que tudo se resolvesse, era importante que a figura do outro lado se mantivesse parada. Não sabia como o tempo passava entre esses dois lugares mas sabia que precisava tentar conter o avanço de... Seja lá o que isso for. Escreveu um pedido no papel e aguardou. ] (if:$question is "O que está acontecendo?")[ Então havia uma resposta para isso. Até que tudo se resolvesse, era importante que a figura do outro lado se mantivesse parada. Não sabia como o tempo passava entre esses dois lugares mas sabia que precisava tentar conter o avanço de... Seja lá o que isso for. Escreveu um pedido no papel e aguardou. ] (if:$question is "Você consegue abrir a porta para mim?")[ O pedido de socorro a comoveu imediatamente. Tentou escrever mais um pouco mas o tempo era curto. Era só uma questão de tempo até que os policiais voltassem. Conseguiu ouví-los chegando e teve que correr. Só conseguiu escrever rapidamente uma pequena mensagem antes de fugir. ] [[Enviar a nova resposta]](if:$question is "Onde estou?")[ A mensagem que recebeu era clara. Por favor, fique aí. Não se mova, não abra mais portas. A ajuda vai chegar em algum momento. Vou tentar falar com a polícia e ver se conseguimos abrir esse local para você sair. Claro. Era fácil de falar. Ele podia continuar explorando esse local, mas a que custo? Não sabia como tudo iria se desenrolar. E se ninguém ajudasse? E se ninguém conseguisse abrir esse local? Comida? Água? Uma hora isso tudo vai acabar. Ele sabia que era questão de tempo. Tinha uma escolha. (link-goto:"Continuar explorando as salas","Final Ruim: Sem Caminhos") (if:$abertura > 2)[ (link-goto:"Mandar uma última mensagem","Final Bom: Libertação") ] (link-goto:"Aguardar por ajuda","Final Ruim: Isolamento") ] (if:$question is "O que está acontecendo?")[ A mensagem que recebeu era clara. Por favor, fique aí. Não se mova, não abra mais portas. A ajuda vai chegar em algum momento. Vou tentar falar com a polícia e ver se conseguimos abrir esse local para você sair. Tinha uma escolha. (link-goto:"Continuar explorando as salas","Final Ruim: Sem Caminhos") (if:$abertura > 2)[ (link-goto:"Mandar uma última mensagem","Final Bom: Libertação") ] (link-goto:"Aguardar por ajuda","Final Ruim: Isolamento") ] (if:$question is "Você consegue abrir a porta para mim?")[ A mensagem que chegou foi curta. Não se mova. Era um risco, realmente. A pessoa fugiu. Claro que fugiu. Quem iria confiar em alguém assim? Não é possível. Estava desolado. A opção restante? Explorar. Continuar procurando alguém, alguma forma de ajuda. Não havia mais um lugar para voltar. (link-goto:"Continuar explorando as salas","Final Ruim: Sem Caminhos") ]Os dias viraram semanas. O tempo deixou de fazer sentido. Anos? Décadas? Não importava. Precisava achar algo a mais. Com o passar do tempo, foi reformulando suas moradias enquanto avançava. Encontrando uma cama nova, uma loja de conveniência nova, uma academia... Era como um mundo só para ele. Um mundo vazio, silencioso. Sozinho. Ninguém mais tentou contato e, com o passar do tempo, ele mesmo não se lembrava mais do que era o céu. Do que eram outras pessoas. Sabia apenas de uma coisa. Havia sempre mais uma porta. (align:"=><=")+(box:"X")+(text-style:"bold","expand","tall","fade-in-out")[Final Ruim: Sem Caminhos] (align:"=><=")+(box:"X")[(link:"Recomeçar?")[(restart:)] ]O barulho e a luz de fora chamaram a atenção dele. Era mais uma bomba. Mais uma furadeira, mais alguma forma de tentar tirá-lo dali. Não. Não iria funcionar. Semanas. Expandia suas salas na menor velocidade possível na tentativa de dar tempo ao mundo de fora de abrí-lo. Não acreditava, porém, que daria certo. Não. Estava preso. O mundo tentava entrar mas sua porta permanecia fechada. Isolado. (align:"=><=")+(box:"X")+(text-style:"bold","expand","tall","fade-in-out")[Final Ruim: Isolamento] (align:"=><=")+(box:"X")[(link:"Recomeçar?")[(restart:)] ]Colocando seus sentimentos, toda sua frustração, todo seu medo, tudo isso em um papel. Que tolice. Se abrir para alguém que não conhecia. Alguém que nem sabe da sua existência na realidade e que talvez nem fosse real. Mas era sua última chance. Uma última chance de tentar se conectar. De tentar escancarar a porta por tanto tempo travada pelo seu medo. Colocou tudo em um papel. Seu nome. Seus medos. Tudo. E pediu, no fim. Por favor, não me deixe sozinho. As lágrimas começaram a rolar de seu rosto enquanto, com tudo o que tinha de forças, tentava bater na porta. A mensagem foi entregue para o outro lado e, de forma repentina, a porta se abriu. Ele não estava mais preso atrás de uma porta. Por horas. Não. Por anos. Ele abriu a porta. Estava livre e a sala de sua vida agora era o mundo de fora. (align:"=><=")+(box:"X")+(text-style:"bold","expand","tall","fade-in-out")[Final Bom: Libertação] (align:"=><=")+(box:"X")[Parabéns! Deseja (link:"recomeçar?")[(restart:)]]