#Capítulo 1 - Noite sem estrelas Não sei descrever se minha respiração era pesada ou inexistente, parecia que eu havia subido uma escadaria gigantesca, mas tudo que eu havia feito nos ultimos 15 minutos era ficar parada observando o ritual desordenado a minha frente. Eu estava de joelhos sob o sangue que formava as runas complexas no chão escuro do pequeno cômodo no segundo andar de uma taverna. [[Mas... O que eu estou fazendo aqui?]] [[Tantas velas...]] Uma semana... Já fazia uma maldita semana que eu havia perdido tudo que tinha. Era difícil entender como os dias passavam quando eu me dissolvia entre dia e noite, tudo parecia ter acontecido ainda de manhã e ao mesmo tempo já parecia fazer um ano. Eu não tinha nenhum rastro de sua existência além de uma adaga que havia conseguido resgatar de seus poucos pertences. [[Dor, eu lembro, tanta dor]] [[Onde está a adaga?]] <img src= https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021338297181683822/adaga.png>O cheiro e calor das velas acesas me lembravam de manter o cuidado de não incendiar o piso de madeira. Eu olhei novamente para o grimório ao meu lado verificando que as palavras haviam sido decoradas da forma correta mesmo com a minha mente trocando qualquer coisa pelo rosto dela e meus sentimentos se ocupando somente com a dor dilacerante que vez ou outra se substituia por um vazio que tirava a minha vontade de fazer absolutamente qualquer coisa. [[Mas... O que eu estou fazendo aqui?]] <img src= https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021330985054371850/Grimorio.png> A adaga que sempre mantinha por perto era uma lembrança constante de que ela existiu. <img src= https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021317475536736277/KaliFundoDesenho3.png> Eu podia registrar em meio as ondas de apatia e desespero os olhares que recebia da minha equipe, não sabia se preocupados comigo ou apenas consigo mesmos, um mago enlouquecido não poderia ser um bom sinal no fim das contas [[Eu sinto muito por assusta-los]] [[Eu não poderia me importar menos]] Eu mantinha ela cuidadosamente ao meu lado em todos os momentos preocupada de que poderia esquecer sua breve existência a qualquer momento. Vez ou outra algum companheiro de equipe me observava, não sei se preocupados comigo ou com suas próprias integridades físicas, um mago enlouquecido não poderia ser um bom sinal no fim das contas, [[Eu sinto muito por assusta-los]] [[Eu não poderia me importar menos]] Não queria deixar eles preocupados com mais coisas além das missões complexas de nossa guilda e os monstros terríveis que vinhamos enfrentando, por isso acabei tomando a decisão de partir, deixando apenas [[Um bilhete explicando]] [[Uma carta pedindo desculpas]]De qualquer forma, abandonei eles dois dias atrás, não suportava mais os comentários, para trás, deixei apenas [[Uma ameaça]] [[Um bilhete explicando]]Eles deviam saber que não deviam profanar o nome dela, eu deixei isso bem claro, minha dor se transformava em raiva toda vez que eu pensava nos comentários ácidos. Enquanto me preparava para sair da cidade, considerei por uns momentos [[Que poderia ter ferido um deles para validar as minhas palavras]] [[Que poderia ter explodido tudo, acabando com o problema]]Talvez se importassem em saber onde estava, por isso deixei uma explicação breve de que preferia partir sozinha a partir dali. Enquanto me preparava para sair da cidade, considerei que poderia... [[Deixar alguma lembrança pacífica da minha existência para eles]] [[Deixar alguma lembrança dolorosa daquela que mais amei]]Tentando ter em mente apenas os momentos onde nos divertimos e fomos realmente companheiros, fiz uma longa carta, dedicando um trecho para cada um deles, derramando meu velho coração. Eles no fim das contas nunca viveriam tanto quanto eu para entender tudo, eram mais jovens e não entenderiam tudo, mas eu esperava que um dia entendessem. Meu coração pesava [[Mas aquilo me trazia algum conforto]] [[E aquela despedida só piorava tudo]]Eu poderia fazer uma chacina com alguns feitiços prontos e aguardar minha morte, eu iria para o inferno então e encontraria ela lá, tornando o plano de existência onde o sofrimento habita meu paraíso pessoal Durante nossa última refeição juntos, falei um pouco, deixando clara a minha insatisfação. Eu iria embora, mas se soubesse que o nome dela andava se espalhando com qualquer fama que não fosse boa, eu iria voltar para calar eles eu mesma. Um dos monges riu alto, claramente não levando a sério o que eu disse, não acreditava que uma elfa de 1,50 faria algo terrível Nesse momento [[Eu entrei em sua mente, lhe mostrando pesadelos horríveis]] [[Eu formei uma esfera de chamas em minha mão direita]] Eu pensei em diversas formas de atormenta-los com imagens mentais horríveis, pesadelos intermináveis, poderia acabar com toda aquela coragem de merda que tinham. Alguma parte de minha mente no entanto, mais racional do que eu, conseguiu vencer os pensamentos deliciosamente destrutivos, estávamos unidos em grupo por um motivo maior além do "poder da amizade", haviam pessoas que nada tinham a ver com o destino cruel que eu estava vivendo e precisavam de ajuda. [[Então me foquei em apenas sair de lá logo]]Decidi fazer bilhetes breves para cada um com algum conselho e deixei uma pequena flor branca junto com o selo da minha família. A minha verdadeira família, o pai que me escolheu e cuidou de mim quando minha família biológica só se importava com os joguinhos de poder que tanto amavam. A morte de Thaveus, o mago tão feliz que havia me ensinado tudo que sabia, também era recente e me assombrava nos momentos que a morte dela não estava me destruindo. [[Eu me foquei em terminar tudo o quanto antes]] [[Eu me perdi diversas vezes em lembranças, até terminar]]Ela era tudo e não poderia ser esquecida, eu não queria que ela se apagasse de suas mentes, eu precisava mante-la mais viva quanto o possível e por isso deixei alguns desenhos de carvão dela para trás, junto com uma pequena flor vermelha, presa pelo selo da minha família. A minha verdadeira família, o pai que me escolheu e cuidou de mim quando minha família biológica só se importava com os joguinhos de poder que tanto amavam. Lembrar do mago tão amoroso e feliz que era Thaveus fez minha sanidade cambalear em todo o preparo. [[Eu me sentia cada vez mais livre]] [[Eu me sentia cada vez mais presa]]De alguma forma, eu conseguia encontrar alguma libertação em deixar essas coisas sairem, mas eu sabia que aquilo também seria temporário, portanto, precisava buscar soluções definitivas. [[Então me foquei em apenas sair de lá logo]]Era sufocante. Justificativas. O peso de tudo, eu sentia que estava sendo enforcada e simplesmente não aguentava mais estar ali. [[Então me foquei em apenas sair de lá logo]]Eu suprimi tudo que podia e terminei rapidamente, sem pensar muito, deixei em um dos quartos na noite e [[parti rapidamente dali]].Tudo vagava de forma nebulosa e acabei perdendo mais tempo que gostaria, até mesmo perdendo o jantar que foi servido em algum momento, então acabei partindo durante a madrugada. [[Parti rapidamente, sem querer perder mais tempo ->parti rapidamente dali]] [[Fui embora com calma, cada passo pesado]]Sabia que estariam melhor sem mim agora, eu sabia que a insanidade me consumia hora após hora, assim seria mais adequado eu me separar do caminho deles. Deixei a carta no meio da noite dentro de um dos quartos onde dormiam, notei que o leão estava lá dentro, mas não percebi qual outro companheiro deitava na outra cama, deixei o bilhete preso com minha adaga pessoal no móvel ao lado da cama onde o felino dormia. [[Então me foquei em apenas sair de lá logo]]As lembranças se misturavam com a água e o sal das minhas lágrimas, acredito que deixei algumas gotas cairem manchando a página, mas após tudo, eu não tinha forças para continuar junto com eles, acabariamos mortos, seja por eu ser um peso morto para eles, seja pela insanidade que eu sentia me alcançar hora após hora. Deixei a carta no meio da noite dentro de um dos quartos onde dormiam, notei que o leão estava lá dentro, mas não percebi qual outro companheiro deixava na outra cama, deixei o bilhete preso com minha adaga pessoal no móvel ao lado da cama onde o felino dormia. [[Então me foquei em apenas sair de lá logo]]Deixei a cidade que estávamos e caminhei por uns dois dias, procurando as rotas mais seguras para não ter que enfrentar nada além de meus próprios demônios. Eventualmente, acabei em uma vila aleatória e desconhecida, havia pouca coisa e realmente o único estabelecimento que me interessou foi a pequena e humilde taverna onde uma anã rechonchuda e simpática atendia muito animada. [[Eu até senti pena dela pelas minhas respostas secas]] [[Toda a festa me aborreceu profundamente]]Sua mente era simples e imbecil, não foi difícil encontrar imagens de sua mestre, distorci elas mostrando todas as formas horríveis como ela poderia ser morta, como eu vi ''ela'' sendo morta. Observei com prazer seus olhos ficarem opacos por um momento, sua boca se abrindo e sua cor abandonando seu rosto, as lágrimas então se formando. A mudança de atitude repentina pareceu alertar os outros que me olharam assustados, pensando se deveriam me atacar ou não. Percebi que era perca de tempo, eles não precisavam se sentir ameaçados realmente, se fizessem algo, veriam o que os aguardava. [[Então me foquei em apenas sair de lá logo]]Observei com prazer seus olhares se tornando assustados, ao mesmo tempo pensando se teriam que me atacar. Alguma parte de minha mente no entanto, mais racional do que eu, conseguiu vencer os pensamentos deliciosamente destrutivos, haviam pessoas lá dentro que nada tinham a ver com o destino cruel que eu estava vivendo. [[Então me foquei em apenas sair de lá logo]]Eu me limitava o máximo possível em respostas monossilábicas para não quebrar. Tentei ser mais simpática, mas não conseguia juntar forças para o teatro, portanto, me mantive em meu [[quarto]] o máximo que podia, evitando o contato com a minha anfitriã.Aquela alegria, a música, porque festejavam tanto porcaria nenhuma? A vida de todos claramente era uma merda, vivendo pelos poucos centavos que gastavam em bebidas no fim do dia. Portanto, [[me tranquei em meu quarto]] evitando todo aquele barulho o melhor que podia. E por fim, aqui estávamos em meio a essa bagunça. Bryva, a anã dona do local ainda insistia em cuidar de mim de certa forma, talvez algo em minha energia pesada a fazia sentir alguma empatia, como se estivesse vendo um bicho ferido. Ela trazia comida para mim a cada 3 horas e água a cada 2 horas, eu me sentia irritada com isso, mas tentava sustentar alguma simpatia. A quatro horas atrás, pedi para que ela evitasse vir ao meu quarto pelo resto da tarde e noite, pois precisava de privacidade e assim ela fez. [[Agradeci por isso em uma nota, deixando o resto de minhas moedas junto, perto da porta]] [[Finalmente um pouco de paz!]]E por fim, aqui estávamos em meio a essa bagunça. Bryva, a anã dona do local ainda insistia em cuidar de mim de certa forma, talvez algo em minha constante ansiedade a fazia sentir alguma empatia, como se estivesse vendo uma criança perdida. Ela trazia comida para mim a cada 3 horas e água a cada 2 horas, eu me sentia quase culpada por isso, mas também grata por ver sua bondade, eu comecei a puxar o teatro de simpatia o melhor que podia depois da terceira intervenção. A quatro horas atrás no entanto, pedi para que ela evitasse vir ao meu quarto pelo resto da tarde e noite, pois precisava de privacidade e assim ela fez. [[Agradeci por isso em uma nota, deixando o resto de minhas moedas junto, perto da porta]] [[Mas isso não importa agora]]Caminhei por quase dois dias, procurando as rotas mais seguras para não ter que enfrentar nada além de meus próprios demônios. Eventualmente, acabei em uma vila aleatória e desconhecida, havia pouca coisa e realmente o único estabelecimento que me interessou foi a pequena e humilde taverna onde uma anã reconchuda e simpática atendia muito animada. [[Eu até senti pena dela pelas minhas respostas curtas e rápidas]] [[Toda a festa me deixou ansiosa]]Caminhei por cerca de três dias, procurando as rotas mais seguras para não ter que enfrentar nada além de meus próprios demônios. Eventualmente, acabei em uma vila aleatória e desconhecida, havia pouca coisa e realmente o único estabelecimento que me interessou foi a pequena e humilde taverna onde uma anã rechonchuda e simpática atendia muito animada. [[Eu até senti pena dela pelas minhas respostas secas]] [[Toda a animação me aborreceu profundamente]]Aquela alegria, a música, porque festejavam tanto? A vida de todos claramente era muito difícil, vivendo pelos poucos centavos que gastavam em bebidas no fim do dia. Portanto, [[me tranquei em meu quarto]] evitando todo aquele barulho o melhor que podia.Eu me limitava o a respostas monossilábicas que acabavam por vezes cortando sua longa conversa, eu não queria parar para pensar muito porque se fizesse isso, iria quebrar em sua frente. Até tentei ser mais simpática, mas não conseguia juntar forças para o teatro, portanto, me mantive em meu [[quarto]] o máximo que podia, evitando o contato com a minha anfitriã.Aquela alegria, a música, tudo pulsava em meu sistema me deixando sobrecarregada. Como conseguiam estar em meio a tantas pessoas se embebedando quase todo dia? Me mantive em meu [[quarto]] o máximo que podia, evitando o contato com a população tão avida por contato social.Respirei fundo voltando novamente a atenção para o ritual, iniciei os movimentos necessários com minhas mãos, sentindo a energia fluir de cima da minha cabeça para meus braços. Uma luz esquisita se acendeu pelas runas ensanguentadas, elas brilhavam, mas pareciam escurecer o ambiente, se é que era possível, recitei as palavras, deixando que toda aquela tristeza e culpa acumuladas seguissem seu caminho para [[envocar Lolth]]. Respirei fundo voltando novamente a atenção para o ritual, iniciei os movimentos necessários com minhas mãos, sentindo a energia fluir de cima da minha cabeça para meus braços. Uma luz esquisita se acendeu pelas runas ensanguentadas, elas brilhavam, mas pareciam escurecer o ambiente, se é que era possível, recitei as palavras, deixando que toda aquela raiva acumulada seguisse seu caminho para [[envocar Lolth]]. Respirei fundo voltando novamente a atenção para o ritual, iniciei os movimentos necessários com minhas mãos, sentindo a energia fluir de cima da minha cabeça para meus braços. Uma luz esquisita se acendeu pelas runas ensanguentadas, elas brilhavam, mas pareciam escurecer o ambiente, se é que era possível, recitei as palavras, deixando que toda aquela ansiedade acumulada seguisse seu caminho de [[envocar Lolth]]. Fechei meus olhos prestando atenção em todos aqueles sentimentos negativos. Eu sentia vontade de chorar, vontade de gritar. O que exatamente eu tinha feito para merecer aquilo tudo? Qual o significado? Por mais de 100 anos eu somente existi, estudei magia, vivi de forma sóbria e bondosa. Não fui perfeita, mas isso é justificativa para que eles fossem mortos? Em uma diferença de meses, eu perdi Thaveus, perdi Adro, eu perdi... Perdi ela. O centro da minha existência. Eu vou trazer você de volta [[Kalí]]. De todos os cálculos que eu aprendi, de como o universo funcionava, toda a matemática do mundo que existia a minha volta, tudo isso me fez acreditar que o mundo era simplesmente preto no branco, que tudo era um problema para ser resolvido, mas você... Você me fez acreditar que algo maior existia, nada tão perfeito poderia ter sido criado por um conjunto de acasos, por isso sua falta destrói cada parte de mim. Uma existência sem você jamais poderia ser chamada de vida em qualquer instância. Lágrimas grossas desciam pelo meu rosto, a dor subiu e eu sentia o calor das velas abandonando o ambiente, eu sentia a morte e a escuridão tentando me alcançar e por algum motivo eu só conseguia sentir esperança. [[Senti então duas mãos macias segurando meus pulsos com firmeza]] Abri os olhos com surpresa, meu cérebro me repreendendo pela minha falha: "Devia ter continuado de olhos fechados para manter a concentração" Porém, o que me encarava de volta não era a mulher aranha cheia de escárnio que jurei que apareceria, mas... Tremi e perguntei duvidosa e com a voz embargada: - [[Pai?]] Os olhos ambar de Thaveus me encaravam de volta com bondade e pena, o rosto cheio de rugas pela idade avançada, as mesmas vestes do dia em que o perdi, a barba e cabelo brancos e desgrenhados que ele dizia manter apenas porque isso fazia ele parecer um mago muito mais maneiro e poderoso (Elyon, meu pai biológico, dizia que isso apenas o fazia parecer um pedinte). - Althaea, minha filha, o que você pensa que está fazendo? Eu não te ensinei essas coisas - Sua voz e presença eram etéreas, eu não sabia se havia desmaiado, morrido ou se realmente estava tendo contato com seu espírito [[- Eu... não sei na verdade]] [[- E estou fazendo o que preciso, papa]]Seu olhar voltou a demonstrar pena. - Bem, eu conheço essa sua cabecinha, e também, tenho visto você de lá sabia? Se que quer ela de volta, sua perca foi horrível. O que vocês tinham era raro e puro, mas... Já acabou Alt, você deve deixa-la descansar, se a ama de verdade... [[Deixe sua alma ir]].Ele pressionou seus lábios finos um contra o outro, analisando. - Eu tenho visto você de lá sabia? Eu sei que está dificil, sei que perder ela foi horrível, nunca tive alguém assim, mas vi isso acontecendo antes com muitas gerações de elfos. É raro, é puro, mas... Já acabou Alt, você deve deixa-la descansar, se a ama de verdade... [[Deixe sua alma ir]].- Eu não consigo, eu sinto muito, eu vou ter que viver mais 600 anos sem ela se eu aceitar simplesmente, eu não quero isso - Talvez eu devesse deixar minha alma ir, pensei. - Filha, eu tenho pouco tempo aqui, mas por favor, apenas não faça coisas que vai se arrepender, Lolth não é uma entidade bondosa, talvez você tenha ela de novo, mas a que custo? Você tem a mana de um arquimago em você, você não precisa fazer trocas assim para ter o que quer, [[vá para a Academia]] então e encontre um jeito diferente de estar com ela se quer tanto. Eu considerei se devia ouvir ele ou se devia [[seguir o ritual]] Eu pisquei mais um pouco deixando mais lágrimas escorrerem, olhei em volta percebendo onde estava realmente e o que estava fazendo, aquilo não era eu. Olhei para a imagem de Thaveus, agora mais translúcida que antes, ainda podia senti-lo, mas sabia que nosso tempo realmente era limitado. - Eu vou te ouvir pai, não se preocupe, eu vou encontrar uma forma mais justa - Sorri fraca e o abracei. - Eu sabia que iria escolher o certo, eu tenho muito orgulho de tudo que você é Alt, não perca sua essência. Eu te amo. Eu sussurrei um "Também te amo" de olhos fechados enquanto senti seu corpo [[se desfazendo]] Eu pisquei mais um pouco deixando mais lágrimas escorrerem, eu não queria decepciona-lo, mas ele nunca entenderia o quanto eu precisava disso, olhei em volta verificando se o ritual ainda estava em andamento e constatei que sim. Olhei para a imagem de Thaveus, agora mais translúcida que antes, ainda podia senti-lo, seus olhos vacilantes esperavam com ansiedade uma resposta positiva minha. - Eu sinto muito pai, não se preocupe, eu vou resolver isso - Sorri fraca e observei sua expressão ficar triste, decepcionada, eu sei que me perdoaria, mas ele não gostava nada daquilo. - Eu tinha esperança de que iria escolher o certo Alt, apenas não perca sua essência, por favor. Eu te amo, filha. Eu sussurrei um "Também te amo" piscando rapidamente enquanto sua imagem [[sumia]]. Depois de tudo aquilo, arrumei parte da bagunça que havia feito, recolhi minhas coisas, rasguei a nota que havia deixado para Bryva e pude agradece-la pessoalmente pela hospitalidade e deixei uma gorjeta generosa, então parti para o norte, na direção do complexo de torres mágicas que eu esperava que se tornassem meu lar nos [[próximos séculos]]. Caminhei por um bom tempo, e eventualmente nas partes mais calmas do caminho, me embrenhei um pouco na floresta, e em um desses momentos, me perdi [[em lembranças...]]A medida que sua imagem sumiu eu senti o quarto voltando a esfriar, a escuridão crescendo e consumindo aquele espaço, de alguma forma, eu me sentia bem, a raiva e a tristeza dançavam em meu peito fazendo palco para algum tipo de diabo, mas eu sentia o poder pulsando em minhas veias e queimando tudo que era vivo em mim. Eu senti o interior do meu corpo gelando enquanto meu coração acelerava, um vento vindo do piso e quebrando qualquer lógica, trazia [[algo sinistro consigo.]] Quando não podia ver mais do que a distância de um braço a minha frente, um som gutural e desprezivel surgiu e então do meio do breu, um rosto surgiu avançando com lentidão. O sorriso que a criatura exibia parecia não acabar, como se fosse maior que seu próprio rosto, diversas cavidades apareciam no lugar de olhos. Ela se aproximou com seus cabelos caindo do lado de seu rosto sinistro. Os longos fios pretos pareciam guardar a própria noite dentro de si. Meu coração acelerava cada vez mais enquanto voltava a repetir as palavras do ritual sem hesitar. Eu me sentia [[poderosa]]. "Deniquia ergons mi anvocasti" Soou dentro de minha mente (//Finalmente você me chamou//) Era a própria deusa drow, Lolth em minha frente, a traidora dos elfos. "Sciore quid vos, sed mihi opus aliquid est in reditu mihi" (//Eu sei o que você quer, mas você sabe que eu preciso de algo em troca//) - Esse trato será apenas de um item. Eu recebo algo e você recebe algo, e então, mais nada. [[O que deseja?]] "En anima per en anima" sussurrou no fundo de minha mente "En domini elf, aliquis potens" (//Uma Alma por uma alma, um lorde élfico, alguém poderoso//) Imagens de Elyon, meu pai biológico, surgiram em minha mente, havia tantas formas de destrui-lo e não sofrer nenhuma consequência... Não seria dificil, não seria penoso, se era isso que ela queria... Talvez eu até conseguisse mais dessas. O sorriso que nunca abandonou seu rosto dessa vez parecia realmente significar algo. [["Tratus clausa mutum"]] (//Trato fechado//) Eu senti uma ardência por meu corpo, olhei para meus braços e eles estavam sendo arranhados por nada, o sangue escorria. A marca azul em meu ombro direito ardia como nunca havia antes, uma tontura me abalou enquanto o som da madeira do quarto estalava violentamente, parecia que ia ceder a qualquer momento. As velas foram arrastadas para perto de mim, me queimando. Meu coração ainda mais acelerado então por fim parou. Parou com todos os sons. [[Eu estava morta]] Foi um tempo no escuro e silêncio absoluto até que ouvi um relógio. O som do relógio era esquisito, parecia estar batendo ao contrário, um vento começou a rodopiar a minha volta, no sentido anti-horário. "Quod erit is max ine enn cheas" (//O que você vai ter é mais uma chance//) [[O que?]] "Hoc facietay opus tuum" (//Isso vai facilitar o meu trabalho e o seu//) Vos revertere ad praeteritum (//Você vai voltar ao passado//) Não era exatamente isso que... Non solum bonos non recordabor vos (//Ela não lembrará de você//) A risada alta invadiu minha não existencia enchendo meus pulmões de liquido, eu me afoguei e senti meu corpo sendo pressionado contra o chão. Senti como se aranhas estivessem correndo sobre mim, mas [[não conseguia ver nada.]] Tudo estava claro então. Eu tentava acostumar meus olhos, com a luz, estava olhando para cima, percebi que estava encostada em uma árvore, as folhas verdes dançavam suavemente permitindo que o sol vez ou outra alcançasse meu rosto, acaraciando minha pele. Eu não entendia, eu tinha sonhado? Que pesadelo horrível... [[Deve ser cansaço]] [[Foi real]] Sentei tentando entender o que estava acontecendo e onde estava, meu corpo estava dolorido. A primeira coisa que notei foi que estranhamente eu estava vestida de branco, meu antigo vestido... [[Talvez tenha sido real]] Sentei tentando entender o que estava acontecendo e onde estava, meu corpo estava dolorido. A primeira coisa que notei foi que estranhamente eu estava vestida de branco, meu antigo vestido... [[Que dia é hoje?]] [[Eu realmente voltei ao passado?]] Olhei em volta tentando me localizar, eu estava realmente em meio a uma floresta. Minha mochila ao meu lado ainda parecia nova em folha, meu coração pulou duas batidas para eu perceber que ele havia voltado a bater. Alcancei com ansiedade ela e a abri, procurando por aquele papel [[Deve estar em qualquer lugar aqui]]Olhei em volta tentando me localizar, eu estava realmente em meio a uma floresta Ao meu lado repousava minha mochila, parecendo mais nova e mais limpa do que me lembrava, abri ela trêmula e procurei por aquele papel que havia mudado [[minha vida.]] <img src= https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021259782004424764/KaliAlt_9.png widht=600 height=471 align=center> [[Sinopse]] [[Apresentação]] [[Aviso de Conteúdo Sensível]] [[Começar ->Quarto escuro]] Olá Jogador! Bem vindo a I Remember Her, um jogo/livro interativo onde você pode escolher o destino de Althaea, uma alta-elfa e mago de 120 anos. <img src= https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021250094017826907/draw111.png widht=500 height=449> Aqui suas decisões tem impacto no final do jogo. Existem X finais para esse jogo então preste atenção em cada passo. Fique confortável, coloque um fone de ouvido e separe os lencinhos, assim que estiver pronto, clique em Começar: [[Começar ->Quarto escuro]] 120 anos: O tempo que levou antes que eu tivesse a honra de sua presença. Depois da primeira vez que a beijei, eu não consegui pensar em mais nada além de que eu queria passar o resto de cada um dos meus dias ao seu lado... Eu não pensei que conseguiriam tirar isso de mim. Mas eu estava disposta a descobrir até onde eu era capaz de ir para recuperar isso, porque não tem um dia sequer que eu não lembre dela. [[Apresentação e Imagem da personagem principal->Apresentação]] [[Começar ->Quarto escuro]]Olhei em volta tentando me localizar, eu estava realmente em meio a uma floresta e minha mochila estava ao meu lado, parecendo mais nova do que me lembrava da última vez Avancei até ela e enfiei a mão dentro do tecido puxando um papel pardo que estava cuidadosamente dobrado, peguei ele e comecei a ler atentamente o *convite***, sem acreditar muito <img src=https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021342160303439913/convite12.png> [[É real... Eu realmente voltei]]Encontrei então o papel pardo dobrado cuidadosamente, com as mãos tremulas abri ele para encontrar então o *convite******* <img src=https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021342160303439913/convite12.png> [[Guilda Aureum...]]Eu realmente voltei ao passado... Comecei a rir, meio nervosa e meio histérica. Aquele dia que eu estava vivendo novamente era o dia que [[eu havia conhecido Kalí.]] Meu coração pulava em meu peito e meus olhos se enchiam de lágrimas, eu sorri meio nervosa e me sentindo um pouco histérica. Aquele dia que eu estava vivendo novamente era o dia que eu [[havia conhecido Kalí.]]Encontrei o pequeno e cuidadosamente dobrado papel pardo. Abri ele com cuidado e ali estava o convite <img src=https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021342160303439913/convite12.png> [[Pela Deusa Selene... Era real...]]Meu corpo inteiro tremia, minha respiração descompassada e as lágrimas borrando minha visão deixava tudo mais dificil. Eu havia voltado para o dia que a havia conhecido, aquele mesmo dia era o dia que eu havia [[conhecido Kalí.]]Me coloquei de pé, limpando o vestido, me lembrava perfeitamente daquele dia, Thaveus havia me teleportado para mais perto da localização indicada, mas mesmo assim ainda teria algumas horas de caminhada. Eu que não tinha descansado o suficiente pela ansiedade, acabei precisando parar para entrar em transe por algum tempo para poder continuar minha caminhada. Então assim que terminei, continuei meu [[caminho até o local]]Me coloquei de pé, limpando o vestido, me lembrava perfeitamente daquele dia, Thaveus havia me teleportado para mais perto da localização indicada, mas mesmo assim ainda teria algumas horas de caminhada. Eu que não tinha descansado o suficiente pela ansiedade, acabei precisando parar para entrar em transe por algum tempo para poder continuar minha caminhada. Então assim que terminei, continuei meu [[caminho]]Eu mal conseguia acreditar naquilo, mas mesmo assim, me coloquei de pé, lembrando com perfeição daquele dia: Thaveus havia me teleportado para mais perto da localização indicada, mas mesmo assim ainda teria algumas horas de caminhada. Eu que não tinha descansado o suficiente pela ansiedade, acabei precisando parar para entrar em transe por algum tempo para poder continuar minha caminhada. Então assim que terminei, continuei meu caminho até o [[local]]Meus passos eram duvidosos enquanto eu tentava pensar em como me apresentaria, o que eu deveria falar? Será que se eu fizesse as coisas em uma ordem diferente ela não gostaria tanto de mim? O que eu precisava mudar para que ela continuasse [[viva?]]Andei por um bom tempo até que era quase o fim da manhã, eventualmente, cheguei ao local, que era apenas um espaço entre muitas árvores. O sol lutava para entrar entre a mata não conseguindo demonstrar que já se aproximava o meio do dia. O local era úmido e o vento era frio, causando um balanço com o sol e deixando o clima agradável de certa forma. Ficava feliz que não haviam mosquitos ali. Lá, sentado em uma árvore caída, balançando as pequenas perninhas, o kobold azul já tão conhecido, quer dizer, nesse ponto de nossa história ainda estávamos nos conhecendo. [[Belthião é seu nome]] #Flashback On Era dia de me juntar a guilda, eu havia recebido o convite a uma [[semana.]] <img src=https://cdn.discordapp.com/attachments/664308882742575128/1021342160303439913/convite12.png>Mal havia conseguido dormir naquela noite, a ansiedade era muito grande. Quando terminei de revisar que havia pego todos os itens necessários, me despedi de Thaveus e Adros (o gato familiar de Thaveus) com um grande e abraço onde tentamos [[não chorar.]] Meus passos eram rápidos enquanto eu tentava pensar em como me apresentaria, o que eu deveria falar? Será que se eu fizesse as coisas em uma ordem diferente ela não gostaria tanto de mim? O que eu precisava mudar para que ela [[continuasse viva]]?Caminhei por bom tempo, correndo algumas vezes. A úmidade da floresta mantinha tudo mais gelado, o que eu agradecia pois evitava que eu ficasse suada e grudenta. As árvores eram mais densas e impediam que o sol alcançasse totalmente o chão, mas haviam vários pontos de luz que desciam até o chão, mantendo o clima agradável de certa forma. Trocava meus passos entre apressados, pequenas disparadas e em momentos onde estava mais cansada, andava lentamente, mas sem nunca parar, com a [[ansiedade me tomando]]Fiz um aceno de cabeça para a criatura, e me encostei em uma árvore, tentando seguir os mesmos passos do primeiro dia. Ele somente acenou com a cabeça também, seguindo seu jeito tímido dos primeiros dias, e não demorou muito para que um leonino de pelos brancos e muito alto aparecesse em seguida, ah [[meu amigo Dhalkag]] Segurei meu instinto de abaixar minha cabeça em vergonha, visto que havia abandonado ele e deixado somente um pedaço de papel para ele no dia seguinte, Dhalkag sempre havia sido um bom amigo, apesar de por vezes insensível em suas palavras. Dei um pequeno sorriso apenas e um aceno, ele que parecia ter seu rosto sóbrio e sério, abriu um grande sorriso e acenou de volta. Toda a espera estava me deixando [[impaciente]] E logo apareceu uma dupla, vindos de direções diferentes, Órion, um humano monge e Arne, o tiefling roxo. Eu possuia alguma mágoa com Órion, pelas piadas que havia feito, tentando melhorar o humor de todos, mas para mim só pareceram ofensivas. E em relação ao Arne sentia carinho, ele havia feito o que podia para nos ajudar no dia, infelizmente não havia [[sido o suficiente.]] O último a aparecer, antes dela, eu sabia, era ele. Henrik, um humano clérigo. Ele não passava de um verme traidor, infelizmente, não sabia nesse dia, teria matado ele imediatamente, porém, sabia que não poderia fazer isso agora. Fiz um aceno, mas dessa vez olhando com seriedade, eu tinha vontade de [[explodir a cara dele]]. Ele não se deu ao trabalho de acenar para ninguém. Em meio a minha raiva, eu não consegui notar exatamente o momento, talvez tenha sido a forma silenciosa como sempre se movimentou. Um manto preto surgiu próximo a árvore onde Belthião estava e meu coração disparou, era ela. O Sol que entrava entre as árvores iluminou sua forma, eu queria ver seu rosto, mas ela o mantinha escondido sob o manto. Mantive meus olhos nela, me deixando relaxar. [[Ela estava viva]] #Capítulo 2 - O dia sempre vem Obrigada por jogar a demo do meu jogo! A história ainda está sendo construída então se gostou do que leu até agora, fique atento as atualizações :) [[Clique Aqui para voltar ao início->I Remember Her]]Quando cheguei ao local, um pequeno espaço entre as árvores mais densas, ninguém estava lá ainda, percebi isso com certa surpresa, Belthião já deveria estar aqui quando eu chegasse... Preocupada com as mudanças que essa linha temporal poderia ter apresentado, me encostei em uma árvore e aguardei por um tempo, até que um pequeno barulho se [[fez presente]]- Olá! - Disse uma pequena figura azul, um kobold realmente pequeno, ele subiu em uma árvore meio caída, ele então se sentou balançando suas pequenas perninhas. Eu acenei de forma amigável, ainda confusa, ele não havia falado comigo [[naquele momento...]] Não demorou muito para que um leonino de pelos brancos e muito alto aparecesse em seguida, meu grande amigo Dhalkag. Senti vergonha de ver ele ali, sabendo que havia abandonado ele deixando somente um pedaço de papel para ele, mas tentei me lembrar que foi necessário, eu iria me desculpar dessa vez, não precisaria ir embora. Dei um pequeno sorriso apenas e um aceno, ele que parecia ter seu rosto sóbrio e sério, abriu um grande sorriso e acenou de volta. Toda a espera estava me deixando impaciente, então comecei a me mexer com [[nervosismo.]] O tempo pareceu se arrastar, e eu ficava cada vez mais agitada. - Primeira vez em aventura? - Dhakalg perguntou. Merda, ele não devia estar falando comigo ainda... - Meio que sim - Menti, nervosa, quer dizer, minha eu desse momento realmente tinha tido poucas aventuras além de buscar algo para Thaveus em outro local, tudo muito seguro, com horário para [[teleporte.]] Ele acenou com a cabeça simpático e compreensivo, não parecendo notar minha voz trêmula, ou talvez interpretando errado que seria apenas ansiedade ou medo. Logo apareceu uma dupla, vindos de direções diferentes, Órion, um humano monge e Arne, o tiefling roxo. Eu possuia alguma mágoa com Órion, pelas piadas que havia feito, tentando melhorar o humor de todos, mas para mim só pareceram ofensivas. E em relação ao Arne sentia carinho, ele havia feito o que podia para nos ajudar no dia, infelizmente não havia sido o suficiente. Mas dessa vez [[seria]] O último a aparecer, antes dela, eu sabia, era o traidor. Henrik, um humano clérigo. Ele não passava de um verme traidor, infelizmente, não sabia nesse dia, teria matado ele imediatamente, porém, sabia que não poderia fazer isso agora. Fiz um aceno, mas dessa vez olhando com seriedade, eu tinha vontade de explodir a cara dele. Ele não se deu ao trabalho de acenar para ninguém. Senti o olhar de Dhalkag mais intenso em mim, olhei para ele tirando meu olhar de raiva de cima de Henrik e sua expressão denunciava muitas dúvidas, ele olhou [[desconfiado para Henrik então]]. Observando Dhalkag e sua escolha muito sútil de desde o ínicio confiar em mim, fiquei um pouco pensativa sobre aquele grupo, talvez as coisas realmente pudessem ser diferentes dessa vez... Mesmo em meio aos meus pensamentos, dessa vez outra coisa diferente: Notei um pequeno farfalhar a minha esquerda, algo passando atrás da árvore onde estava, meu coração disparou, sabendo quem estava se [[aproximando.]] Deu a volta até ao lado de Belthião e então surgiu do meio do mar verde. O manto preto escondia seu rosto que eu tanto queria ver, tanto queria tocar. O Sol que entrava entre as árvores iluminou sua forma. Senti meus músculos que estavam tão tensos até agora, relaxando. Ela estava viva. [[O amor da minha vida estava vivo.]] #Capítulo 2 - O dia sempre vem Obrigada por jogar a demo do meu jogo! A história ainda está sendo construída então se gostou do que leu até agora, fique atento as atualizações :) [[Clique Aqui para voltar ao início->I Remember Her]]Meus passos eram temerosos enquanto eu tentava pensar em como me apresentaria, o que eu deveria falar? Será que se eu fizesse as coisas em uma ordem diferente ela não gostaria tanto de mim? O que eu precisava mudar para que ela continuasse viva? Será que ela realmente existia nesse mundo? Era uma linha do tempo [[diferente?]] Estava tão presa em pensamentos que não notei mais nada a minha volta.Andei devagar até, temendo de certa forma chegar no lugar e acabar por um golpe de azar, acordando em meio aquele ritual onde algo havia dado errado e não tinha conseguido invocar nada, restando somente minha vergonha. Quando cheguei, já era praticamente o fim da manhã e acabei notando que havia alterado algo já: No espaço pequeno entre as muitas árvores, pequeno demais para ser chamado de clareira, estavam já alguns dos que seriam minha [[equipe]] Sentado em cima do tronco de uma árvore caída, Belthião, o kobold azul. Pouco mais a frente, encostado em uma árvore, um leonino alto e de pelos brancos, Dhalkag, meu amigo que eu vergonhosamente havia abandonado. O monge humano de cabelos estranhamente roxos, Órion estava próximo dele, e então Arne, o tiefling roxo, estava em seu lado oposto. próximo a árvore que eu havia me encostado no [[primeiro dia.]] Me acomodei meio sem jeito, na árvore de sempre, dando um breve aceno para cada um deles, que responderam educadamente. O que meu atraso tinha mudado? Não se passou dois minutos até que Henrik, um humano clérigo aparecesse. Esse verme traidor, eu mal consegui olhar para a cara dele, pensando nas consequências que poderiam ter se eu apenas o matasse ali mesmo. Apenas acenei brevemente, como os outros, mas ele não se deu ao trabalho de cumprimentar [[nenhum de nós.]]Tentei apenas prestar atenção na floresta a minha volta, tentando prestar atenção nos pequenos sons, e em meio a esses sons que notei um pequeno farfalhar a minha esquerda. Algo passou por trás da árvore onde estava e meu coração então disparou, surgiu ao lado de Belthião, um manto preto. Seu rosto que tanto desejava ver novamente, estava tampado, mas eu sabia que era ela, com o sol entrando entre as árvores a iluminando sua presença [[Meu sol estava ali, me atraindo para ela]] #Capítulo 2 - O dia sempre vem Obrigada por jogar a demo do meu jogo! A história ainda está sendo construída então se gostou do que leu até agora, fique atento as atualizações :) [[Clique Aqui para voltar ao início->I Remember Her]]Thaveus então me teleportou para perto da localidade indicava no mapa, eu andei por um bom tempo saltitando, feliz por estar lá. Eu tinha conseguido o convite através de uma coruja que havia batido na minha janela de acidente (ou destino?). Cuidei dela até se recuperasse e ela voou embora sem levar o convite (que lutei muito para amarrar em sua pata novamente, mas ela se recusava a [[aceitar]]).Em certo momento, precisei de um momento de transe para descansar, foram umas duas horas em um estado semi consciente. Acabei despertando meio no susto. Me levantei e retornei a minha caminhada. Eventualmente, cheguei [[ao local.]]#Flashback Off Saía agora da floresta, ja era metade da manhã, havia caminhado por muitas horas quando cheguei na cidade seguinte, um pouco maior que a anterior. Precisava comer algo e talvez fazer algum serviço para que minhas moedas não acabassem. Havia deixado meu grupo, mas não a guilda, o broche dentro de minha mochila era um lembrete disso. Caminhei pelo local até que vi um anão que parecia simpático o suficiente para [[me responder]]. Ele ajeitava algumas caixas com frutas e tinha um pano jogado por cima do ombro.- Olá! Você poderia me informar onde fica a taverna? Algum lugar onde eu possa comer e descansar antes de continuar viagem - Perguntei timida. Ele se virou parecendo pronto para responder, mas parou por um tempo ao observar minhas orelhas. Seu olhar ficou desconfiado e então disse: - Não sei se aqui tem o tipo de banquete que a senhorita está acostumada - Sua voz denunciava alguma [[mágoa antiga]]. Não posso falar que nossas espécies eram amigas por natureza, e não posso negar que antes de me lançar as aventuras da guilda não vivia uma vida de extremo conforto, mas havia superado meus preconceitos e medos em relação a anões a um bom tempo. [[- Eu sou uma aventureira, não se preocupe, eu só estou separada da minha equipe e não quero me arriscar a caçar algo - E ofereci um sorriso amistoso.]] [[- Eu sou uma viajante, só estou cansada e não quero caçar algo agora, não estou atrás de um banquete - Disse realmente cansada]]Ele acenou com a cabeça e coçou sua barba. - Bem, nesse caso, seja bem vinda - Ele então abriu um sorriso - Venha, vou te levar para uma taverna que eu gosto muito. - Ele então arrumou uma caixa que estava a sua frente e andou mais um pouco, jogando o pano de seu ombro pela janela - Querida! Estou levando uma aventureira para a taverna do Dot! E então começou a andar pela rua e eu apenas [[o segui.]]Ele coçou sua barba desconfiado e parecendo meio contrariado. - Bem, nesse caso, venha. Vou te apresentar uma taverna boa. - Ele então arrumou uma caixa que estava a sua frente e andou mais um pouco, jogando o pano de seu ombro pela janela - Querida! Estou levando uma viajante para a taverna do Dot! E então começou a andar pela rua e eu apenas o [[segui.]]- Você é de alguma guilda? - Ele perguntou enquanto andavamos lado a lado pela rua. Estava quente naquele dia e eu podia ver a poeira levantando das montanhas que claramente estavam sendo cavadas ali perto. Algumas cidades de anões ficavam fora dos montes por serem mais comerciais. [[- Sim, sou da Guilda Aureum]] [[- Sim... - Pensei se deveria falar o nome da minha guilda]]Nos mantivemos silenciosos pelo caminho, e vez ou outra ele me lançava um olhar desconfiado. Estava quente e eu podia ver a poeira levantando das montanhas, provavelmente provenientes da mineração. Haviam algumas cidades de anões que ficavam fora do ambiente seguro das montanhas pelo puro propósio de comercialização com outros povos. Eventualmente chegamos na [[tal taverna]].- Ha! A Guilda Aureum! Então deve conhecer o Pit Passo-Largo! - Ele disse animado, me lembrei do meio-orc que nos encontrou na floresta naquele dia, havia sido criado por Halflings e então havia ganhado o nome de um. - Sim conheço! - Sorri - Os bolinhos de canela dele são incríveis! - Realmente eram ótimos, macios e levemente doces. Tive a oportunidade de come-los saídos do forno e tinha sido [[incrível.]] Ele acenou percebendo minha hesitação. - Sabe, já fui de uma guilda. Estou aposentado agora pois escolhi a vida doméstica com minha esposa e filhos, mas era divertido matar uns goblins. Tenho boas memórias da minha equipe - Ele sorriu parecendo saudoso. - Bem, eu achei cansativo, foi a melhor e a pior coisa que já me aconteceu. A melhor pois foi por causa da guilda que conheci ela. A pior pois foi por causa da guilda que eu [[perdi ela.]]Uma placa humilde de madeira, com a aparência bem rustica de quem claramente não era o melhor artesão naquele material, anunciava "Taverna do Dot - O Lar da cebola dourada" Adentramos o local que no momento parecia estar mais vazio por causa do horário, mesmo assim, parecia ser um local movimentado. Um anão atrás do caixa sorriu para o outro ao meu lado. - Erir! - Ele gritou com a voz rouca. - [[Dot!]] - Devolveu o anão que me acompanhava - Ah eu sinto falta das experiências culinárias daquele maluco! Já fui membro da Aureum, mas saí porque me apaixonei. Queria casar e ter filhos com ela e uma vida como aquela era muito perigosa para mim. Então me aposentei da aventura e vim morar por aqui - Ele concluiu feliz por poder falar um pouco sobre sua vida. Eu fiquei ligeiramente triste, pensando que gostaria de ter tido a mesma ideia de largar tudo no momento em que ficamos juntas, poderiamos ter voltado a minha cidade ou outro local e vivido juntas até o fim de sua vida. Teria uma biblioteca e poderia viver atendendo os moradores e a guilda somente com magias e [[itens mágicos]]. - Eu também na verdade, faz um tempo que não o vejo. - Você disse que se separou de sua equipe, quer falar sobre isso? - Seu olhar cuidadoso. Haviam poucos motivos para uma equipe de guilda se separar, geralmente era algum tipo de tragédia pois de alguma forma a Guilda sabia juntar as pessoas certas, eles sabiam de tudo. Me perguntei se sabiam de Henrik também... [[- Me apaixonei também...]]- Ah claro! - Ele sorriu - Também está indo atrás da aposentadoria hein? Está indo encontra-lo? - Não na verdade, ela era da minha equipe. Está morta. - Minha voz quebrou. E ele me lançou um olhar de pena, entendi que ele sabia de alguma forma o quanto isso poderia ser duro para um elfo. - Velhice? - Perguntou, seu tom de voz mais grave, [[mais triste.]]- Não, combate. - Meus pêsames. - Ele terminou e estávamos em frente da taverna. Uma placa humilde de madeira, com a aparência bem rustica de quem claramente não era o melhor artesão naquele material, anunciava "[[Taverna do Dot - O Lar da cebola dourada]]" Ele entrou então ao local e eu o segui. O ambiente que no momento parecia estar mais vazio por causa do horário, mesmo assim, parecia ser de certa forma movimentado. Um anão atrás do caixa sorriu para o outro ao meu lado. - Erir! - Ele gritou com a voz rouca. - Dot! - Devolveu o anão que me acompanhava - Trouxe visita! Essa branquela aqui é a... - Ele pareceu perceber que não havia perguntado meu nome, não o culpei, também não havia perguntado pelo seu. - Althaea - Sorri para o atendente. - Uma elfa por Oakenity! Isso sim é [[inesperado]] - Disse que se separou de sua equipe... Se quiser falar sobre... Haviam poucos motivos para uma equipe de guilda se separar, geralmente era algum tipo de tragédia pois de alguma forma a Guilda sabia juntar as pessoas certas, eles sabiam de tudo. Me perguntei se sabiam de Henrik também... - Perdi uma pessoa muito importante para mim... Éramos da mesma equipe, nos apaixonamos, ficamos juntas, mas ela acabou... - Cortei, indecisa se [[continuava falando]] ou [[não]].- Ela acabou sendo morta em combate. - Prossegui - Não consegui continuar perto deles, sejam pelos comentários podres, seja porque a companhia deles só ressaltava a falta dela. A cada frase dita eu conseguia imaginar uma resposta que ela daria. Cada trecho que andávamos eu conseguia pensar na forma como ela andava próxima a mim, era engraçado, andávamos [[quase que nos orbitando...]]O anão acenou em silêncio, pareceu entender para onde aquilo estava indo e parecia também entender o peso que aquilo tinha para um elfo. - Meus pêsames... Eu não consigo imaginar como deve ser difícil - Ele disse e pareceu pensativo também. Imagino que tentando calcular como seria sua vida sem sua esposa e suas filhas. Eventualmente, chegamos na [[taverna]]#Flashback On Estávamos rindo, Dhalkag balançava a cabeça do monstro e abria e fechava sua boca como se fosse um fantoche. Estavamos andando sem preocupação, até mesmo Henrik que sempre estava tão sério, dava risada. - Oh não, eu não queria matar ninguém, só ferir gravemente a população! Quem mata é Sunara, eu só enfio um espeto no coração deles! - Ele falava com uma voz anasalada. Senti um braço quente passando por cima de meus ombros, me abraçando e provocando um arrepio por [[minha coluna.]]- Acredita nisso? - Ela disse baixo para mim. Me virei institivamente, seu rosto muito próximo do meu, isso fez minha boca formigar. Ela me olhava esperando uma resposta, um sorriso ensaiando sua saída. - Nisso o que? - Estava totalmente aturdida pela proximidade. Todo o resto parecia ter perdido relevância e meu coração dançava no meu peito. Ela sorriu, seus caninos afiados a mostra e eu senti que poderia desmaiar. [[- Sobre ser Sunara que mata.]] - Hãn... Não, quer dizer, era a criatura em si matando, é muito fácil culpar uma entidade externa pelos seus próprios erros. Ela observou meu rosto por um tempo e então ficou um pouco mais séria. Eu respirava pesado e minha mente gritava diversas coisas desconexas, entre elas "Me beija!". - Concordo - Ela disse então se afastando, e meu corpo imediatamente registrou a diferença de temperatura. Não estava frio, mas sua pele sempre parecia ser mais quente que a minha. Eles continuaram brincando, mas levei mais uns minutos para me recuperar daquilo e seguir com as [[piadas.]]#Flashback Off - Meus pesames por isso - Seu olhar registrava pena e ele parecia entender o quanto isso significava para um elfo - Bem... Qual o seu plano agora? Se me permite perguntar... - Eu estou indo para a Academia de Arquimagos, me dedicar aos estudos - Talvez encontrar uma forma de traze-la [[de volta...]]- Ah sim, isso é uma boa ideia, se focar em outra coisa... Eu sei que você vai se sair bem! É... - Ele pareceu meio sem saber exatamente o que falar - Bem, chegamos! Taverna do Dot! - Abriu os braços na frente de um estabelecimento. Uma placa humilde de madeira, com a aparência bem rustica de quem claramente não era o melhor artesão naquele material, anunciava "[[Taverna do Dot - O Lar da cebola dourada -> Taver]]" O ambiente no momento parecia estar mais vazio que o comum, talvez por causa do horário, atrás do caixa, um anão sorriu para o outro ao meu lado. - Erir! - Ele gritou com a voz rouca. - Dot! - Devolveu o anão que me acompanhava - Trouxe visita! Essa branquela aqui é a... - Ele pareceu perceber que não havia perguntado meu nome, não o culpei, também não havia perguntado pelo seu. - Althaea - Sorri para o atendente. - Uma elfa por Oakenity! Isso sim é [[inesperado -> inesper]]!- Trouxe mais uma cliente! - Erir continuou - Essa aqui é a... - Ele pareceu perceber que não havia perguntado meu nome, não o culpei, também não havia perguntado pelo seu. - Althaea - Respondi um aceno. - Uma elfa por Oakenity! Isso sim é [[inesperado -> inesperado2]] - Dot disse balançando sua cabeça.- Ela é da Aureum! Acredita? - Erir terminou de andar até o balcão e eu apenas o segui. Ele se virou para mim - Não sei por quais terras já pisou, mas garanto que aqui tem a melhor cebola dourada do continente! - Com certeza - Dot estufou o peito muito orgulhoso - Bem, mas o que vai querer hoje senhorita? - Bem, por enquanto um chá e um pouco de pão, vou deixar essa cebola para o almoço apesar de estar bem curiosa - Tentei ser o mais simpática que poderia, não queria ser grossa [[diante da hospitalidade]].- É uma decisão sábia, vou respeitar - Dot deu então uma risada e se virou para uma pequena janelinha que parecia dar acesso a cozinha, gritando o pedido. - Que bom que você não é um daqueles elfos enormes, ia ter problemas pra sentar nessas cadeiras - Erir parecia mais ponderar para si mesmo do que comentar para mim, enquanto se sentava em uma banqueta que estava encostada no balcão, segui seu movimento também [[me sentando.]] #Flashback On Eu gostaria de dizer que estava me sentando de forma leve e graciosa naquela cadeira, mas eu simplesmente desmontei, exausta da missão. Arne que sentou em minha frente levantou o braço para chamar atenção de uma atendente afobada que corria de um lado para o outro. Só precisavamos de uma cerveja para matar a sede e depois de uma cama. Haviamos encontrado um rio no caminho onde pelo menos, pudemos nos [[limpar antes de vir para cá]]- Eu odeio terríficos - Dhalkag se pronunciou. O seu pelo ainda molhado pingava um pouco no piso e o deixava com uma aparência não muito gloriosa. Todos nós soltamos resmungos concordando. - Podia ser pior - Kalí, que havia sumido por uns 20 minutos, disse puxando uma cadeira vazia ao meu lado esquerdo. Ela puxou a cadeira para mais perto de mim e se sentou, o que me fez olhar para ela desconfiada. Primeiramente, ela sem dar muitas explicações, sumiu quando estávamos chegando na cidade e agora estava deixando a cadeira quase colada na minha, também sem [[muita explicação.]]- Eu não acho que podia ser pior do que uma criatura gosmenta como aquela - Órion retorceu seu rosto - Eu achei que ia ficar fedendo pelo resto da eternidade. - Podia ser o Juiblex - Ela disse então, se apoiando na mesa. Contra fatos não existem argumentos, definitivamente Juiblex seria pior que um terrífico. Eventualmente, conseguimos pedir nossas bebidas e aproveitamos [[elas em algum silêncio]] pelo menos, o ínicio delas.- Posso perguntar onde você foi? - Olhei para a tiefling do meu lado. - Não sei, você pode? - Ela respondeu olhando para algum ponto imaginário a sua frente. Fiquei envergonhada, poder eu poderia, mas o que isso me dizia respeito? Ela era só minha companheira de guilda no fim das contas... Me mantive em silêncio. E olhei para dentro da minha caneca, como se estivesse muito interessada no hidromel. Senti seu olhar pesar em mim [[- Sim Alt, você pode]]Continuei olhando minha caneca por estar um pouco sem saber o que falar. Me mantive quieta esperando uma resposta dela. - Eu fui resolver alguns assuntos particulares com alguém que mora por aqui, só isso - Ela disse e bateu sua caneca na mesa, indicando que havia terminado. - Certo - Disse acenando com a cabeça positivamente. Então um tanto de coisas se passaram pela minha mente, quem era esse conhecido? Era um parente? Um amigo? Um amante? Poderia ser um amigo que quer muito ser um amante ou que ela queira que [[se torne um amante.]]Eu fiquei um pouco enjoada de pensar em todas as coisas que ela poderia ter feito no tempo que ficou sumida, o ciúmes me corroendo, eu sentia muita vergonha de me sentir assim, por isso não expressaria isso para ninguém, mas era o que eu sentia e ponto. Senti o calor se aproximando e vi na visão periférica seus dedos recolhendo alguns fios teimosos do meu cabelo ainda úmido e senti que ela colocou alguns no lugar e outros atrás da minha orelha. Então percebi que seu corpo inteiro se [[movimentou para frente.]]Colocou sua mão quente em meu queixo me puxou para olhar em sua direção. - Era um antigo conhecido do meu pai - Ela disse perto, e eu senti o seu hálito amargo de cerveja me atordoando - Precisava fazer algumas perguntas para ele, entender se ele tinha alguma pista do que aconteceu. - Eu não queria invadir sua privacidade - Disse me desculpando, a culpa de ter pensando em tanta coisa errada me invadindo. Ela deu uma risadinha. - Eu queria que invadisse as vezes - E então me deu um beijo na bochecha, se voltando então para a conversa que acontecia na mesa. Eu não sabia se estava em pânico ou se estava flutuando nas nuvens. [[Talvez um pouco dos dois.]], #Flashback Off #Capítulo 2 - Bons amigos pelo caminho Obrigada por jogar a demo do meu jogo! A história ainda está sendo construída então se gostou do que leu até agora, fique atento as atualizações :) [[Clique Aqui para voltar ao início->I Remember Her]]- Ela é uma aventureira! - Erir terminou de andar até o balcão e eu apenas o segui. Ele se virou para mim - Não sei por quais terras já pisou, mas garanto que aqui tem a melhor cebola dourada do continente! - Com certeza - Dot estufou o peito muito orgulhoso - Bem, mas o que vai querer hoje senhorita? - Bem, por enquanto um chá e um pouco de pão, vou deixar essa cebola para o almoço apesar de estar bem curiosa - Tentei ser o mais simpática que poderia, não queria ser grossa [[diante da hospitalidade -> hospitalidade]].- É uma decisão sábia, vou respeitar - Dot deu então uma risada e se virou para uma pequena janelinha que parecia dar acesso a cozinha, gritando o pedido. - Que bom que você não é um daqueles elfos enormes, ia ter problemas pra sentar nessas cadeiras - Erir parecia mais ponderar para si mesmo do que comentar para mim, enquanto se sentava em uma banqueta que estava encostada no balcão, segui seu movimento também [[me sentando]]. - Bem, aqui vai poder descansar um pouco também, tem quartos lá em cima, como está sozinha sei que vai ter um espaço para você, geralmente o difícil é acomodar grupos muito grandes. Vocês eram em quantos? Se me permite perguntar - Erir se colocou a tagarelar. -Eramos em sete, se contar comigo - Disse sorrindo, pensando dolorosamente em como viramos seis. E então como eram cinco quando os deixei. - Nossa! Esse é um grupo bem grande! Bem, mas não se preocupe, enquanto estiver por Oakenity, nós lhe faremos companhia, não vai se sentir sozinha - Erir sorriu novamente. Sabia que ficaria pouco tempo, mas era bom contar com pessoas [[gentis.]]#Capítulo 2 - Bons amigos pelo caminho Obrigada por jogar a demo do meu jogo! A história ainda está sendo construída então se gostou do que leu até agora, fique atento as atualizações :) [[Clique Aqui para voltar ao início->I Remember Her]]Uma placa humilde de madeira, com a aparência bem rustica de quem claramente não era o melhor artesão naquele material, anunciava "Taverna do Dot - O Lar da cebola dourada" Entramos no local que parecia estar mais silencioso que o de costume, talvez por causa do horário, e no balcão um anão sorridente gritou com sua voz rouca: [[- Erir!]] - Dot! - Devolveu o anão que me acompanhava - Trouxe visita! Essa branquela aqui é a... - Ele pareceu perceber que não havia perguntado meu nome, não o culpei, também não havia perguntado pelo seu. - Althaea - Sorri para o atendente. - Uma elfa por Oakenity! Isso sim é [[inesperado -> inesp]]!- Ela é uma aventureira! - Erir terminou de andar até o balcão e eu apenas o segui. Ele se virou para mim - Não sei por quais terras já pisou, mas garanto que aqui tem a melhor cebola dourada do continente! - Com certeza - Dot estufou o peito muito orgulhoso - Bem, mas o que vai querer hoje senhorita? - Bem, por enquanto um chá e um pouco de pão, vou deixar essa cebola para o almoço apesar de estar bem curiosa - Tentei ser o mais simpática que poderia, não queria ser grossa [[diante da hospitalidade -> hospitalidade]].- Ela disse que é uma viajante - Erir terminou de andar até o balcão e eu apenas o segui. Ele se virou para mim - Não sei por quais terras já pisou, mas garanto que aqui tem a melhor cebola dourada do continente! - Parecendo ser sincero em sua recomendação. - Com certeza - Dot estufou o peito muito orgulhoso - Bem, mas o que vai querer hoje senhorita? - Bem, por enquanto um chá e um pouco de pão, vou deixar a cebola para o almoço - Tentei pelo menos não ser grossa [[diante da hospitalidade -> hospitalidade]].- É uma decisão sábia, vou respeitar - Dot disse e se virou para uma pequena janelinha que parecia dar acesso a cozinha, gritando o pedido. Erir então se sentou em uma banqueta encostada no balcão e indicou outra a seu lado com a mão. Eu me sentei ali - Bem, aqui vai poder descansar um pouco também, tem quartos lá em cima, como está sozinha sei que vai ter um espaço para você, geralmente o difícil é acomodar grupos muito grandes - Erir explicou. Isso me fez ficar pensativa, pensando que um dia já fui parte de um desses grupos grandes. Senti uma tristeza misturada com raiva se acumular em forma de lágrimas em [[meus olhos.]] - Ah desculpe, assunto sensível? - Erir que até agora parecia tão desconfiado e distante de mim quanto eu dele, agora me olhava atentamente, preocupado. Pude ver que era algo paternal, o mesmo olhar que Thaveus colocava em mim quando eu não estava me sentindo bem. Isso me deixou ainda mais sensível. - Já fui parte de um grupo grande - Sorri meio sem graça. [[Ele me olhou com pena]] - Você é de uma guilda, não é? - Ele perguntou, se virando para mim - Ou era pelo menos... Era de conhecimento geral: Haviam poucos motivos para uma equipe de guilda se separar, geralmente era algum tipo de tragédia pois de alguma forma a Guilda sabia juntar as pessoas certas, eles sabiam de tudo. Me perguntei se sabiam de Henrik também... - Sim, sou ainda. - Vocês eram em quantos? Sinto muito se estiver sendo [[intrometido.]]- Éramos em sete, se contar comigo. Então viramos seis - Minha garganta se fechou e eu fechei os olhos por um momento, tentando me segurar, a ferida no meu peito que estava quieta até agora parecia estar escancarada novamente, ardendo - E então eu deixei eles ficarem em cinco, me separei do grupo. - A pessoa que saiu... Era importante para você, não era? - [[Ele perguntou]].- Sim... Ela morreu na verdade - Disse e ele acenou com a cabeça - Ela era tudo pra mim. - Meus pêsames - Erir disse e percebi que Dot havia reaparecido. Sua cara estava chorosa e ele esticava um guardanapo para mim, enquanto segurava seu próprio contra o rosto. - Ai histórias de amor com finais trágicos sempre acabam comigo - Dot disse então soluçando. - Dot seu cabeça de pastel, não está [[ajudando a garota!]]Os dois então começaram a discutir, me tirando o foco um pouco e eu comecei a sentir vontade de rir. Isso me lembrou as discussões entre [[Dhalkag e Belthião.]]#Flashback On - Belthião! Sua largartixa azul! - Dhalkhag gritava - Eu vou fazer churrasquinho com você esua família! - Eu me levantei preguiçosamente de minha cama. Kalí já estava de pé e prendendo uma das fivelas de sua roupa. - O que aconteceu? - Perguntei e então deixei um longo bocejo sair. Ela se virou com o rosto irritado e eu pisquei tentando manter meus olhos abertos para olhar para ela melhor, ela parecia que iria matar alguém e eu não conseguia evitar de achar isso aterrorizadamente adorável. - Belthião tentou vender um item de família do leão de novo. Juro, ele só não vende a própria mãe porque não conhece ela - Ela resmungou e eu dei [[uma risada.]] Busquei uma roupa na minha mochila e esperei olhando para ela. Ela terminou de prender algo e então parou e ficou me olhando. E daí eu fiquei olhando para ela. E ela ficou olhando para mim. E isso continuou. Por um tempo. Até que eu [[limpei a garganta]] e fiz um sinal com o dedo para que ela se virasse.- Ah claro - Sua cor se alterou um pouco, ficando mais escura, o que eu já havia aprendido que significava que ela estava corada - Você tem que se trocar - Ela riu sem jeito - E eu to acordada, então eu meio que... - Ela começou a dar passos para trás em direção a porta do quarto - Eu vou lá ver o café da manhã e garantir que a carne não seja de kobold... - Então se virou rapidamente e saiu. Eu fiquei olhando para a porta, corada e dei uma risada. Aquela manhã foi seguida de muitas risadas nossas enquanto Dhakalg contava várias vezes sobre como Belthião quase sumiu com uma lembrança em troca de uma [[catapulta mágica.]] #Flashback OffConversamos um pouco enquanto eu tomava meu café da manhã, quando já estava satisfeita. Paguei pelo café e por um quarto e então Erir começou a se despedir: - Bem, tenho que ir, tenho muito trabalho a fazer ainda, mas Dot, garanta que essa menina coma a cebola dourada! - Ele levantou um dedo como se estivesse dando uma lição e então abaixou e se virou para mim - E Althaea, não se preocupe, enquanto estiver por Oakenity, nós lhe faremos companhia, não vai se sentir sozinha - Erir sorriu novamente. Sabia que ficaria pouco tempo, mas era bom contar com pessoas [[amigáveis]]#Capítulo 2 - Bons amigos pelo caminho Obrigada por jogar a demo do meu jogo! A história ainda está sendo construída então se gostou do que leu até agora, fique atento as atualizações :) [[Clique Aqui para voltar ao início->I Remember Her]]''Aviso de Conteúdo Sensível:'' O conteúdo seguinte pode conter elementos sensíveis para algumas pessoas e podem gerar gatilhos, mesmo sendo tratados com a devida sensibilidade. A história é baseada em uma campanha de RPG+18 e portanto ''pode'' tocar em temas como: - Assassinato (Esfaqueamento, asfixia, lâminas) - Uso de linguagem pesada - Menções a suicídio Prosseguir implica que você entendeu o aviso e deseja continuar a leitura. [[Voltar ->I Remember Her]]Double-click this passage to edit it.